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EC News #5 — 2 de outubro de 2026

Boas-vindas à edição #5 do EC News. A semana foi de marcas se reinventando pela tipografia, de arte que reage ao toque e até de um tribunal mexendo nas regras da inteligência artificial. Reunimos aqui o que mais chamou atenção em arte, criatividade, design, comunicação e tecnologia — tudo contado por inteiro, sem você precisar clicar em lugar nenhum. Pega um café e vem com a gente.

01

Arte

Instalação imersiva do coletivo teamLab em Chicago
Arte

O coletivo teamLab transforma o toque em arte viva em Chicago

O teamLab, coletivo internacional fundado em 2001 pelo japonês Toshiyuki Inoko e formado por centenas de colaboradores, abriu a exposição Everything Exists in Infinite Continuity no Smart Museum of Art, em Chicago, em cartaz até 21 de fevereiro de 2027. A mostra reúne instalações imersivas (ambientes que envolvem o visitante por inteiro, com projeções e som) que reagem ao público. Em Order in Chaos, a obra responde ao toque das pessoas; em The World of Irreversible Change, uma comunidade animada entra em guerra sem volta se for tocada vezes demais.

Curioso: o grupo faz questão de usar ferramentas digitais acessíveis, e não a IA mais avançada, para falar sobre os limites da percepção humana. Para quem começa ou cresce na área, fica o lembrete de que a ideia pesa mais que o equipamento — arte digital de impacto nasce do conceito e da interação, não do orçamento.

Estude na EscolaCasaQuer criar experiências que misturam arte, código e interação? O caminho começa por aqui: Tecnologia e Inovação ↗.

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Pintura de criatura híbrida de Jon Ching
Arte

As criaturas híbridas de Jon Ching, entre a pintura e a natureza

O pintor Jon Ching, nascido no Havaí e radicado em Los Angeles, inaugura a individual Path of Least Resistance na galeria KP Projects, de 3 de outubro a 7 de novembro de 2026. Suas telas, pintadas com riqueza de detalhes quase fotográfica, fundem animais e plantas — corujas, beija-flores, peixes e orquídeas — em seres híbridos carregados de simbolismo sobre resiliência. Numa obra chamada 1984, olhos brotam do centro de flores tropicais, numa referência ao livro de George Orwell e à ideia de vigilância: a natureza “sabe de tudo”.

A série reflete experiências recentes do artista com a paternidade e com as tensões do mundo atual. Para quem começa ou cresce na área, Ching mostra como a técnica apurada ganha força quando carrega uma ideia pessoal — o capricho no desenho vira linguagem, não só habilidade.

Estude na EscolaCasaPintar bichos convincentes começa por entender como eles são por dentro: Anatomia Animal ↗.

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Traje autoral no concurso World of WearableArt
Arte

Roupa que vira espetáculo: o prêmio WearableArt elege sua campeã

O World of WearableArt, concurso neozelandês criado em 1987, apresenta a edição GLO! na TBS Arena, em Wellington, em cartaz até 4 de outubro de 2026. O evento transforma peças de vestuário feitas à mão em performance de palco, misturando moda, natureza e fantasia. A grande vencedora foi Kayla Christensen, da Nova Zelândia, com Sacred Nightfall, uma peça drapeada (tecido solto, caindo em dobras) de inspiração floral e ligada a mantos cerimoniais indígenas.

Entre os destaques estavam Enchantress, de Ashish Dhaka, e um traje iridescente (que muda de cor conforme a luz) inspirado em insetos, de Katherine Bertram. Para quem começa ou cresce na área, é a prova de que moda pode ser arte autoral e narrativa — unir material, corpo e história abre portas muito além da passarela tradicional.

Estude na EscolaCasaModa também é linguagem autoral — aprenda a criar a sua: Design Têxtil e Moda ↗.

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02

Criatividade

Relógio de pêndulo feito de materiais reciclados por Niklas Roy
Criatividade

Um relógio de pêndulo feito só de lixo — e que funciona

O artista berlinense Niklas Roy construiu um relógio de pêndulo inteiramente com materiais achados no lixo, durante uma residência artística em Glashütte, na Alemanha — cidade famosa pela relojoaria de altíssima precisão. O mecanismo usa um clipe de papel como escape (a peça que controla o ritmo do pêndulo), uma garrafa de vidro como sino e se sustenta à base de fita, abraçadeiras, cola quente e papelão. Funciona por cerca de trinta minutos.

A graça está justamente no contraste: Roy pensou o projeto como o oposto da tradição centenária e caríssima da cidade, e ainda incluiu uma “complicação aleatória” que lança uma pergunta existencial. Para quem começa ou cresce na área, é um convite a experimentar com o que se tem à mão — criatividade nasce mais da restrição e do bom humor do que de ferramentas perfeitas.

Estude na EscolaCasaTransformar restrição em ideia é um músculo que dá para treinar: Processo Criativo ↗.

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Cena do curta de animação desenhado à mão Busy Bodies
Criatividade

“Busy Bodies”: animação à mão sobre o absurdo das fábricas

A animadora Kate Renshaw-Lewis assina Busy Bodies, um curta desenhado inteiramente à mão e inspirado nas máquinas de Rube Goldberg (engenhocas que fazem tarefas simples do jeito mais complicado possível) e no trabalho de fábrica. No filme, criaturas de chapéu cumprem etapas de uma linha de montagem imaginária que produz luvas de borracha vermelhas e derivados de peixe, explorando “o mistério e o absurdo” da produção em massa.

Para dar textura, a artista combinou impressão em jato de tinta e serigrafia (técnica de estampar usando telas). O curta levou o Grande Prêmio do Júri de melhor animação no festival Slamdance e foi indicado a Melhor Filme em Sundance, em 2026. Para quem começa ou cresce na área, mostra que o feito à mão ainda emociona e se destaca — e que personagens fortes carregam qualquer ideia.

Estude na EscolaCasaPersonagens com personalidade seguram qualquer história — comece a criar os seus: Design de Personagens ↗.

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Identidade visual da Voluta criada por Tiago Araujo
Criatividade

Uma identidade brasileira inspirada em Niemeyer e cobogós

O designer Tiago Araujo criou a identidade visual da Voluta, um estúdio brasileiro de restauro de móveis dos anos 1950 e cerâmica artesanal. O sistema bebe do modernismo brasileiro — em especial da obra de Oscar Niemeyer e dos cobogós (aqueles blocos vazados que ao mesmo tempo ventilam e decoram paredes). O logotipo foi desenhado à mão, com um “V” que lembra um pilar de arquitetura, combinado à tipografia Jost para garantir uma leitura fácil.

A paleta tem seis cores de nomes evocativos, como “Branco Concreto” e “Vermelho Burle” — homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx. As aplicações vão de cartões a totes de lona impressos em papel sem revestimento, unindo precisão digital e toque manual. Para quem começa ou cresce na área, é um ótimo estudo de como referências culturais viram um sistema de marca coerente.

Estude na EscolaCasaTransformar referências em um sistema de marca coerente é o que você treina aqui: Design de Marcas ↗.

Aprofunde-se: Abduzeedo ↗

03

Design

Logo antigo e novo da McLaren, lado a lado
Design

A McLaren moderniza seu logo apostando na tipografia

A McLaren, fabricante britânica de carros de alto desempenho, revelou em outubro de 2026 uma nova marca e sistema de identidade visual. A mudança principal está na tipografia: um tipo sem serifa (letras sem os pequenos “pezinhos” nas pontas) mais alongado, mantendo o laranja característico da empresa. É uma atualização que aposta na elegância e na consistência entre as diferentes aplicações da marca, do carro ao digital.

Em vez de reinventar tudo, a McLaren refinou o que já tinha — um caminho comum em rebrandings (redesenhos de marca) de empresas com história forte. Para quem começa ou cresce na área, é uma aula sobre como pequenas decisões de tipografia e cor mudam a percepção de uma marca inteira, sem jogar fora o reconhecimento já conquistado.

Estude na EscolaCasaPequenas escolhas de tipo mudam uma marca inteira — entenda como: Tipografia ↗.

Aprofunde-se: Brand New ↗

Logo antigo e novo da Intuit, lado a lado
Design

Intuit adota letras minúsculas e tipo próprio em novo rebrand

A Intuit, empresa de softwares financeiros (dona de produtos como TurboTax e Mailchimp), ganhou nova marca assinada pela agência Jones Knowles Ritchie (JKR) em parceria com o time interno, anunciada em 28 de setembro de 2026. O logotipo passou a ser todo em letras minúsculas, com uma tipografia exclusiva criada para a marca, num visual mais moderno e limpo, apoiado numa paleta de azul.

Criar um tipo próprio (uma fonte desenhada do zero só para a empresa) é uma decisão que reforça a personalidade e evita que a marca se pareça com qualquer outra. Para quem começa ou cresce na área, o caso mostra o peso de um sistema de identidade bem pensado: não é só o símbolo, mas as regras de tipografia, cor e uso que mantêm tudo coerente em qualquer lugar.

Estude na EscolaCasaUm bom manual de marca mantém tudo coerente em qualquer aplicação: Guia de Estilos ↗.

Aprofunde-se: Brand New ↗

Pesquisa Delivering Humanised Places, de Thomas Heatherwick
Design

Heatherwick investe 1,5 milhão de libras contra prédios “sem alma”

O designer britânico Thomas Heatherwick lançou, por meio de sua campanha Humanise, uma pesquisa de 1,5 milhão de libras chamada Delivering Humanised Places, em parceria com a Universidade de Glasgow. O objetivo é estudar como as ruas e as fachadas dos edifícios afetam o bem-estar das pessoas e combater o que ele chama de “blandemic” — uma epidemia de construções sem graça. Segundo a Humanise, 76% dos britânicos acreditam que a aparência dos prédios influencia a saúde mental.

A pesquisa pretende orientar políticas públicas e dar ferramentas a prefeitos e construtoras para projetos mais centrados nas pessoas. Para quem começa ou cresce na área, é um lembrete de que design não é só estética: as formas que nos cercam mexem com o humor, a memória e a vida em comunidade.

Estude na EscolaCasaEspaços que acolhem começam por quem sabe projetá-los: Arquitetura e Interiores ↗.

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04

Comunicação

Plateia em conferência sobre o futuro da mídia
Comunicação

Como as redações estão reconquistando a atenção do público

Num encontro sobre o futuro da tecnologia na mídia, em Londres, veículos jornalísticos discutiram cinco estratégias para engajar o público na era da IA. A principal mudança é trocar a obsessão por volume de cliques pela construção de relações: medir sucesso por assinaturas de newsletter, frequência de visita e downloads do aplicativo. Grandes nomes como The Economist, The Times e The Guardian estão treinando criadores internos e colocando jornalistas na frente das câmeras para competir com influenciadores.

Também apareceram apostas em aparecer nas buscas feitas por IA — um território que os participantes chamaram de “faroeste” — e o reforço das newsletters como produto premium, de relação direta com o leitor. Para quem começa ou cresce na área, fica a lição: conteúdo que cria vínculo real vale mais do que conteúdo que só persegue alcance.

Estude na EscolaCasaCriar conteúdo que gera vínculo (e não só cliques) é uma habilidade que se aprende: Produção de Conteúdo ↗.

Aprofunde-se: Nieman Lab ↗

Ilustração sobre direitos autorais e inteligência artificial
Comunicação

Decisão histórica nos EUA limita o uso de obras para treinar IA

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos confirmou a vitória da Thomson Reuters contra a Ross Intelligence, uma startup de IA jurídica que já fechou as portas. A corte rejeitou o argumento de “uso justo” (fair use, a ideia de que certos usos de obras protegidas não precisam de permissão) no caso em que a Ross usou resumos jurídicos da Thomson Reuters, sem autorização, para treinar um buscador concorrente.

A juíza destacou que a Ross competia diretamente com a plataforma Westlaw, o que derruba a tese de uso justo. É a primeira decisão de um tribunal de apelações a negar esse argumento num caso de IA — embora ela própria tenha ressalvado que pode valer menos para a IA generativa. Para quem começa ou cresce na área, é um sinal importante sobre os direitos de quem cria: seu trabalho tem valor e proteção.

Estude na EscolaCasaEntender o valor e os direitos do seu trabalho é parte de viver de criação: Projeto Freela ↗.

Aprofunde-se: Nieman Lab ↗

05

Tecnologia

Dispositivo de IA da Meta com design fofo
Tecnologia

A aposta da Meta num aparelho de IA fofo — e por que isso dá o que pensar

A Meta lançou o Muse Charm, um dispositivo de inteligência artificial com cara de bichinho de estimação digital, no estilo dos antigos Tamagotchi. O aparelho chamou atenção menos pela tecnologia e mais pelo visual fofo e amigável — um movimento que, segundo a equipe da revista Dezeen, vem se repetindo entre empresas de IA que apostam na “fofura” como estratégia de design.

O tom do debate, porém, tem um fundo de preocupação: tornar a IA adorável também pode baixar as nossas defesas diante de aparelhos que coletam dados e ocupam o dia a dia. Para quem começa ou cresce na área, é um exemplo de como forma e emoção comunicam tanto quanto função — e de como o design carrega responsabilidade, não só charme.

Estude na EscolaCasaPensar produto, forma e experiência de ponta a ponta é o que você desenvolve aqui: Design 360 ↗.

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Exposição Full Disclosure de design da informação no MoMA
Tecnologia

No MoMA, o design da informação encontra a memória e a IA

O MoMA, museu de arte moderna de Nova York, abriu em 27 de setembro de 2026 a exposição Full Disclosure: The Edge of Information Design, com curadoria de Paola Antonelli e em cartaz até 13 de junho de 2027. A mostra reúne desde infográficos clássicos até trabalhos de ponta do design da informação — a prática de traduzir dados e fatos complexos em imagens compreensíveis. Um dos destaques é o Synthetic Memories Archive, do estúdio espanhol Domestic Data Streamers.

Nesse projeto, imagens geradas por IA reconstroem memórias pessoais de gente real, com uso terapêutico para quem viveu traumas ou tem demência. A exposição também traz o coletivo Forensic Architecture e a série de cartões Dear Data. Para quem começa ou cresce na área, é uma aula de como organizar informação com clareza e sensibilidade — uma habilidade cada vez mais valiosa.

Estude na EscolaCasaTraduzir informação complexa em imagem clara é uma base do ofício: Design Gráfico ↗.

Aprofunde-se: Dezeen ↗

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Para testar

Fontjoy

Ferramenta online e gratuita que gera combinações de fontes harmônicas com um clique — ótima para experimentar tipografia sem travar naquela dúvida de “qual fonte combina com qual”. fontjoy.com ↗

🏠 Da EscolaCasa

Da McLaren à Intuit, a semana foi de marcas que se reinventaram pela tipografia e pela cor. É justamente esse olhar — transformar ideia em identidade — que a gente cultiva por aqui, passo a passo, do primeiro traço ao projeto final.

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EC News · Edição #5 · 2 de outubro de 2026 · Um apanhado semanal da EscolaCasa sobre arte, criatividade, design, comunicação e tecnologia.

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