EC News
Semana de marcas se reinventando, pipas de papel tomando conta de um museu e a inteligência artificial entrando de vez nas ferramentas do dia a dia. Reunimos o que vale olhar com calma — sempre com o porquê de cada coisa importar para quem está começando ou crescendo na área criativa.
Arte

75 mil pipas de papel formam a maior instalação de Jacob Hashimoto
No museu SFMOMA, em São Francisco, o artista pendurou 75 mil pequenas pipas estampadas que juntas viram uma paisagem suspensa. É um lembrete de que uma ideia simples, repetida em escala, se transforma em experiência imersiva — algo valioso de observar para quem pensa em instalação, cenografia ou design de espaços.
Fonte: Colossal ↗

As melhores fotos de aves do ano, premiadas pela Audubon
O concurso anual da National Audubon Society revelou os vencedores de 2026, com imagens raras e composições surpreendentes de pássaros. Vale estudar como enquadramento, luz e paciência transformam um tema comum em imagem memorável — uma aula de composição que serve a qualquer área visual.
Fonte: Colossal ↗

As cidades lotadas e minuciosas nas pinturas de Erin Milez
A pintora Erin Milez cria cenas urbanas densas, cheias de personagens e detalhes, em nova exposição na galeria Monya Rowe. Para quem desenha ou ilustra, é um ótimo exemplo de como conduzir o olhar por uma composição cheia sem que ela vire bagunça.
Fonte: Colossal ↗
Criatividade
CD Projekt Red moderniza seu logo sem perder a identidade
O estúdio de games responsável por The Witcher e Cyberpunk 2077 ganhou um logo renovado pela agência Mucho: o pássaro-símbolo foi simplificado e o vermelho característico foi mantido. É um caso didático de rebrand — atualizar a marca sem apagar o que as pessoas já reconhecem. (Rebrand = redesenho da identidade visual de uma marca.)
Fonte: Brand New ↗

Novo visual da Keith’s Cacao aposta em formas curvas e afetivas
O Kinoto Studio redesenhou a marca e as embalagens da Keith’s Cacao com letras e formas arredondadas que remetem ao caráter ritual do cacau. Um bom exemplo de como tipografia e embalagem contam a história de um produto antes mesmo de você prová-lo.
Fonte: Brand New ↗

40 cineastas de 25 países filmam a natureza só com câmeras Super 8
Um projeto coletivo reuniu 40 realizadores para um filme sobre a natureza gravado inteiramente em Super 8, película analógica dos anos 1960. Mostra a força da colaboração criativa e de abraçar uma limitação técnica como estética. (Super 8 = formato de filme caseiro, granulado e nostálgico.)
Fonte: Colossal ↗
Design

Emeco processa a Zara Home por “cópia” de cadeira de Norman Foster
A fabricante Emeco entrou na Justiça acusando a Zara Home de copiar a cadeira 20-06, desenhada pelo arquiteto Norman Foster. O caso reacende um debate importante para quem cria: onde termina a inspiração e onde começa a cópia.
Fonte: Dezeen ↗

Instagram muda seu logotipo pela primeira vez em uma década
O Instagram apresentou um novo wordmark — a marca escrita — mais simples e encorpado, junto de nova tipografia e gradientes. Acompanhar como uma marca gigante evolui sua identidade é uma aula prática de consistência e de coragem no design. (Wordmark = logotipo feito apenas com o nome escrito.)
Fonte: Dezeen ↗

Coletivo POOR estreia tapetes inspirados em prédio brutalista de Londres
O estúdio POOR Collective lançou sua primeira linha de tapetes com formas tiradas da Trellick Tower, ícone da arquitetura brutalista londrina. Um exemplo de como traduzir referências de arquitetura para outro tipo de produto — repertório que enriquece qualquer projeto. (Brutalismo = estilo de concreto aparente e formas pesadas.)
Fonte: Dezeen ↗
Comunicação

As campanhas da semana: Spotify, Fanta e Starbucks chamam atenção
A Adweek reuniu os anúncios que se destacaram — do Spotify celebrando as playlists ao universo “de terror” da Fanta e ao retorno de Martha Stewart pela Starbucks. Ver o que as grandes marcas estão fazendo ajuda a entender tom, timing e uso da cultura pop na publicidade.
Fonte: Adweek ↗

Sufocada por propostas feitas com IA, revista só aceita pautas por telefone
A newsletter The Food Section passou a receber sugestões de pauta apenas por ligação, depois de perceber que cerca de 25% das propostas eram totalmente geradas por IA — de autores que nem existem. Um retrato de como a inteligência artificial está mudando a relação entre quem escreve e quem edita.
Fonte: Nieman Lab ↗

Gap abandona suas famosas propagandas de dança para conquistar a Gen Z
Na campanha de outono, a Gap troca a coreografia marcante por movimentos mais soltos e naturais, com rostos jovens em ascensão. Mostra como uma marca reposiciona sua linguagem para falar com um novo público sem perder a essência. (Gen Z = geração nascida entre meados dos anos 1990 e 2010.)
Fonte: Adweek ↗
Tecnologia

Adobe leva Photoshop, Firefly e mais 70 ferramentas para dentro do Slack
A Adobe lançou um app que permite usar mais de 70 ferramentas criativas direto no Slack, o mensageiro de trabalho, por meio do MCP — um “padrão de conexão” que deixa a IA acionar programas a partir de comandos de texto. É um sinal de para onde o trabalho criativo caminha: menos troca de janelas, mais pedidos em linguagem natural. (MCP = Model Context Protocol, uma forma de ligar assistentes de IA a outros aplicativos.)
Fonte: TechCrunch ↗

Anthropic passa a “assinar” conteúdo de IA com um selo de origem
A Anthropic começou a marcar textos e arquivos gerados pelo Claude com marca d’água invisível e com “content credentials” no padrão C2PA, que registra quando algo foi feito ou editado por IA. Para quem cria, é um passo importante no debate sobre autenticidade e crédito na era das imagens sintéticas. (C2PA = padrão técnico que anexa uma espécie de “certidão de origem” a um arquivo.)
Fonte: The Decoder ↗
Nano Banana 2 (Google Gemini)
O gerador de imagens do Google, apelidado de “Nano Banana”, ganhou uma versão 2 mais rápida e caprichada: cria e edita imagens a partir de texto, ajustando luz, ângulo e composição. Dá para experimentar de graça dentro do Gemini. gemini.google ↗
Entre o rebrand de um estúdio de games e a nova cara do Instagram, a semana foi sobre identidade visual — a arte de fazer uma marca ser reconhecida em qualquer lugar. É esse olhar, do conceito à aplicação, que a gente pratica junto nos cursos da EscolaCasa.

