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EC News #1 — 28 de agosto de 2026

A semana misturou despedida e recomeço: o mundo se despediu de Yayoi Kusama enquanto novas marcas, ilustrações e ferramentas surgiam por toda parte. Reunimos 15 histórias de arte, criatividade, design, comunicação e tecnologia — cada uma contada por inteiro aqui mesmo, para você ler com calma e só clicar se quiser ir mais fundo. Boas-vindas à primeira edição do EC News.

01

Arte

Yayoi Kusama, a artista das bolinhas, morre aos 97
Arte

Yayoi Kusama, a artista das bolinhas, morre aos 97

Morreu em agosto, em Tóquio, aos 97 anos, uma das artistas mais influentes do mundo. Yayoi Kusama ficou conhecida pelas infinity rooms — salas forradas de espelhos e luzinhas que dão a sensação de espaço infinito —, pelas abóboras cobertas de bolinhas e pelas telas que ela chamava de “redes de infinito”.

Nascida no interior do Japão, conviveu a vida toda com alucinações e transformou isso em matéria-prima. Mudou-se para Nova York nos anos 1950, virou figura central da vanguarda com happenings contra a guerra e, nos anos 1970, voltou ao Japão, onde passou a viver por vontade própria em uma clínica psiquiátrica, pintando todos os dias num ateliê ao lado. “A arte, para mim, é um credo”, dizia. Para quem começa, a trajetória dela é uma aula sobre insistir numa linguagem própria até ela virar universal.

Estude na EscolaCasaQuer construir uma linguagem visual só sua? É esse o treino do Curso de Processo Criativo ↗.

Aprofunde-se: NPR ↗

Instalações transformam um festival de música em galeria a céu aberto
Arte

Instalações transformam um festival de música em galeria a céu aberto

O festival de música Houghton, em Norfolk (Inglaterra), virou também uma galeria a céu aberto entre 6 e 9 de agosto. Os coletivos Cella Collective e Mitre & Mondays ergueram a Water Tower, um pavilhão de junco escocês colhido de forma sustentável, feito para ser remontado a cada edição.

O artista Chris Levine instalou o Full Beam, uma kombi vintage cromada “flutuando” no lago sob um feixe de laser; Nicole Gordon e Ke Peng penduraram painéis espelhados giratórios que espalhavam a luz pelas árvores; e o DJ Call Super montou uma “sala de estar” ao ar livre com troncos caídos no terreno. É um ótimo retrato da arte site-specific — obra pensada para um lugar específico — e de como arte, arquitetura e experiência se misturam fora do museu.

Estude na EscolaCasaPensar espaço e experiência é o coração do curso de Arquitetura e Interiores ↗.

Aprofunde-se: Dezeen ↗

Mais de 50 artistas montam uma arca cheia de bichos esculpidos
Arte

Mais de 50 artistas montam uma arca cheia de bichos esculpidos

A exposição The Ark, na Powerhouse Arts (Brooklyn, Nova York), reúne mais de 50 artistas e cerca de 90 esculturas de animais em madeira, pedra, bronze e resina — de uma coruja de bronze de Kiki Smith aos pombos de Maurizio Cattelan e aos cães de resina de John O’Reilly.

Com curadoria do artista Eric Fischl, a mostra usa a história bíblica da arca de Noé como metáfora do presente: será que vamos cuidar do planeta com o mesmo carinho que damos aos bichos que amamos? O espaço, um antigo galpão vizinho a uma área contaminada, reforça o tema. Em vez de só alarmar, a exposição aposta no encanto e na relação íntima entre humanos e animais — e mostra como um mesmo mote ganha vida em materiais e estilos completamente diferentes. Fica em cartaz até 30 de agosto.

Estude na EscolaCasaDá para começar a desenhar bichos com estrutura no Curso de Anatomia Animal ↗.

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02

Criatividade

Os personagens “molengas” de Moriz Oberberger acham beleza no banal
Criatividade

Os personagens “molengas” de Moriz Oberberger acham beleza no banal

O ilustrador e animador Moriz Oberberger desenha personagens de corpos distorcidos e “molengas”, presos em situações banais — uma fila, um susto, um tédio — para capturar o que ele chama de “a estranha beleza das situações comuns”. O que o interessa é o instante em que algo familiar fica levemente esquisito ou desconfortável.

Na técnica, mistura grafite, lápis de cor, tinta e nanquim, muitas vezes usando de propósito instrumentos quase gastos para criar texturas únicas e um traço meio infantil, meio experimental. Já assinou capas para publicações como a revista MacGuffin e o jornal alemão Die Zeit. Para quem ilustra, fica o lembrete: bons temas não precisam ser grandiosos — observar o cotidiano com humor já é matéria-prima de sobra.

Estude na EscolaCasaSe personagens te atraem, um bom primeiro passo é o Curso de Design de Personagens ↗.

Aprofunde-se: It's Nice That ↗

As cores dos quintais brasileiros na ilustração de Gabriel Diogo
Criatividade

As cores dos quintais brasileiros na ilustração de Gabriel Diogo

O paulistano Gabriel Diogo, criado na zona leste em território corintiano, transforma memória de infância e cultura de arquibancada em ilustração. Bandeirões, camisas antigas e a paixão de torcida aparecem em cenas de tons quentes e pincelada seca, que lembram muros pintados de bairro; as figuras costumam ser sem rosto, um convite para o público se imaginar ali dentro.

Formado em design gráfico, ele trabalhou na área desde 2013 e virou ilustrador em tempo integral em 2019, desenhando todo dia. Já atendeu Nike (com pôsteres em homenagem ao Corinthians), Itaú e ASICS, e no projeto pessoal Série Cotidiano documenta a vida de quintal brasileira — o descanso, a música, o banho depois do trabalho. É a prova de que repertório pessoal — de onde você vem — pode virar assinatura visual em vez de ficar de fora do trabalho.

Estude na EscolaCasaCor é repertório — e quem afina o olhar é o Curso de Teoria das Cores ↗.

Aprofunde-se: Creative Boom ↗

Guzzle, a revista ilustrada que mergulha na comida irlandesa
Criatividade

Guzzle, a revista ilustrada que mergulha na comida irlandesa

A Guzzle é uma revista impressa irlandesa que usa a comida como porta de entrada para falar de cultura, memória e pertencimento. Foi criada por Jane Gleeson durante um mestrado em estudos gastronômicos, movida pelo desejo de sair do digital e fazer algo físico e afetivo.

A terceira edição gira em torno da ideia de “lar”, com trabalhos encomendados a ilustradores e fotógrafos — a capa é uma pintura de Laura Callaghan — e colaboradores espalhados de Cidade do Cabo a Nova York, ajudando a diáspora irlandesa a se reconectar com a própria identidade. A publicação dá o mesmo peso a imagem e texto e ainda promove eventos ao vivo. Projetos independentes assim são um jeito acessível de praticar direção de arte, tipografia e narrativa num objeto real.

Estude na EscolaCasaLayout de revista começa com grid, tema do Curso de Grid System ↗.

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03

Design

CD Projekt Red, dona de The Witcher e Cyberpunk, ganha novo logo
Design

CD Projekt Red, dona de The Witcher e Cyberpunk, ganha novo logo

A CD Projekt Red — estúdio polonês por trás de The Witcher e Cyberpunk 2077 — apresentou uma nova identidade assinada pelo estúdio Mucho. O símbolo continua sendo a ave vermelha que já marcava a empresa, mas mais depurada e desenhada para funcionar bem do ícone de aplicativo à tela de abertura de um jogo.

É um caso típico de “evolução, não revolução”: em vez de jogar fora o que o público já reconhece, a marca refina o traço e ajusta a tipografia. Comparar o “antes e depois” é uma ótima aula rápida sobre por que empresas grandes simplificam seus logos — quanto mais lugares um símbolo precisa aparecer, mais ele tende a ficar limpo e flexível.

Estude na EscolaCasaDesenhar logos que funcionam em qualquer lugar é o que você pratica no Curso de Design de Marcas ↗.

Aprofunde-se: Brand New ↗

Calendly troca de identidade para parecer menos “ferramenta”
Design

Calendly troca de identidade para parecer menos “ferramenta”

O Calendly, aquele serviço de marcar reuniões por link, ganhou nova identidade pelo estúdio Smith & Diction. A reformulação traz logo revisto, uma tipografia sob medida, uma paleta mais suave (com tons pastel e azul) e um sistema de ilustrações — tudo para dar personalidade a algo que costumava parecer só uma ferramenta funcional.

É um bom exemplo de uma tendência forte: softwares tentando ter cara de marca, com calor e caráter, no lugar do visual genérico de tantos aplicativos. Para quem estuda branding, mostra como tipografia, cor e ilustração, juntas, mudam a sensação de um produto sem mudar o que ele faz.

Estude na EscolaCasaDar personalidade visual a um produto é assunto do Curso de Design Gráfico ↗.

Aprofunde-se: Brand New ↗

Novo logo e embalagem para o cacau cerimonial da Keith's
Design

Novo logo e embalagem para o cacau cerimonial da Keith's

O estúdio Kinoto criou a marca e a embalagem da Keith’s Cacao, uma linha de cacau cerimonial — aquele consumido puro, em rituais e pausas de foco, e não como chocolate doce de prateleira.

O projeto mostra o que é fazer branding por inteiro: o mesmo conceito atravessa o símbolo, as cores, a tipografia e a caixa que chega na mão de quem compra, criando uma experiência coerente do digital ao objeto físico. Para quem começa, embalagem é um ótimo laboratório — ali o design precisa informar, encantar e sobreviver à prateleira ao mesmo tempo.

Estude na EscolaCasaMarca, embalagem e o resto numa formação só: o Curso Design 360 ↗.

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Sabine Marcelis desenha peças de vidro que capturam a luz na água
Design

Sabine Marcelis desenha peças de vidro que capturam a luz na água

A designer Sabine Marcelis, conhecida por trabalhar com superfícies que refletem e atravessam a luz, assinou sua primeira coleção para a Iittala, vidraria finlandesa de 145 anos. Batizada de Unda (“onda”, em latim), a linha tem três peças de vidro soprado à boca — uma luminária cilíndrica e vasos, um deles em versão gigante de quase meio metro.

As cores têm nomes de horários do dia: Dawn (rosa suave), Dusk (âmbar claro) e Shadow (cinza esfumaçado). O efeito de ondulação vem de uma técnica nova — grades de metal soldadas pressionam o padrão por dentro do vidro, como se ele fizesse parte do material. É design de produto no seu melhor: partir de uma ideia simples (a luz sobre a água) e traduzi-la em objeto.

Estude na EscolaCasaTransformar conceito em objeto é o que se pratica no Curso de Lean Design ↗.

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04

Comunicação

Artistas do Rock in Rio gravam os avisos do metrô do Rio
Comunicação

Artistas do Rock in Rio gravam os avisos do metrô do Rio

O MetrôRio e o Rock in Rio se juntaram numa ação de audiobranding — o uso de som e voz como parte da identidade de uma marca. Oito artistas do festival, entre eles Alok, Vanessa da Mata, Marina Sena, Joelma, MC Carol, Pedro Sampaio, Di Ferrero e Dinho Ouro Preto, gravaram os avisos das estações: anunciam paradas, orientam passageiros e reforçam o metrô como caminho para o evento.

As mensagens entram aos poucos nas composições a partir de agosto, mirando os dias de festival em setembro (4 a 7 e 11 a 13). É publicidade que vira serviço: em vez de um anúncio à parte, a marca aparece dentro da experiência de quem usa o transporte — um jeito de estar presente sem interromper.

Estude na EscolaCasaMarca e experiência andam juntas nos cursos de Marketing e Comunicação ↗.

Aprofunde-se: Meio & Mensagem ↗

Para a Gucci, Kate Moss dubla “Wicked Game”
Comunicação

Para a Gucci, Kate Moss dubla “Wicked Game”

A Gucci lançou um filme publicitário em que Kate Moss faz lip-sync (dubla, mexendo os lábios) de “Wicked Game”, a balada oitentista de Chris Isaak. Dirigida por Johan Renck, a peça mostra uma sala de espera que se transforma em pista de dança, num clima sensual que marca a nova fase criativa da marca sob o estilista Demna.

A campanha promove a coleção de primavera da grife, e o filme estreou no YouTube. É um bom exemplo de como a moda vende sensação, e não produto: trilha, elenco, direção e atmosfera constroem um desejo que a peça de roupa só completa. Para quem estuda comunicação, mostra o peso da direção de arte e da música na construção de uma marca.

Estude na EscolaCasaTrilha, elenco e clima são decisões de direção de arte — veja o Curso de Direção de Arte ↗.

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Por que é tão difícil pagar agência por resultado?
Comunicação

Por que é tão difícil pagar agência por resultado?

Uma reportagem do Meio & Mensagem explica por que a publicidade ainda tropeça quando o assunto é pagar agência por resultado. Embora 85% dos líderes de agência gostem da ideia, na prática o modelo é raro: para mais da metade delas, contratos assim representam menos de 30% da receita.

Os obstáculos são concretos — falta uma definição clara do que é “resultado”, é difícil isolar o que veio do trabalho da agência (69% reclamam da tal “atribuição”) e o acesso aos dados do cliente é limitado (68%). Predominam, então, modelos híbridos: uma taxa fixa somada a bônus por desempenho. Entender como as agências ganham dinheiro ajuda quem quer entrar na área a enxergar o negócio por trás da criação.

Estude na EscolaCasaEntender o lado negócio da criação é parte do Curso Projeto Freela ↗.

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05

Tecnologia

Foster + Partners aposta em enxames de robôs que constroem sozinhos
Tecnologia

Foster + Partners aposta em enxames de robôs que constroem sozinhos

O escritório de arquitetura Foster + Partners recebeu 4 milhões de euros do Conselho Europeu de Inovação para desenvolver o SWIFT-Build, um sistema de construção com “enxames” de robôs autônomos. A sacada é construir de cima para baixo: robôs no chão montam primeiro o andar mais alto e vão erguendo a estrutura para encaixar os níveis de baixo, enquanto drones acompanham do alto.

Guiados por IA, os robôs trocam informações entre si e se adaptam sem precisar de comando humano o tempo todo, usando madeira modular pensada para ser desmontada e reaproveitada. O projeto de três anos reúne sete universidades europeias e prevê a construção de um pavilhão-demonstração. Automação chegando ao canteiro muda o papel de quem projeta: menos desenho de detalhe repetitivo, mais decisão sobre o sistema como um todo.

Estude na EscolaCasaCurioso sobre IA e o futuro do trabalho criativo? Espie os Cursos de Tecnologia e Inovação ↗.

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Um app trocou a marca por um “sistema de ilustração com IA”. Convence?
Tecnologia

Um app trocou a marca por um “sistema de ilustração com IA”. Convence?

O aplicativo Untold, de diário por voz (você fala e ele transforma sua fala em reflexões), ganhou nova identidade pela agência nova-iorquina The Working Assembly — e o centro dela é um “sistema de ilustração feito com IA”. Em vez do visual sintético e sem alma que costuma denunciar a IA, as imagens têm pincelada visível, tons terrosos e cenas íntimas (mãos, um celular na luz da tarde) que funcionam tanto no pôster quanto na telinha.

A análise da Creative Boom reconhece o capricho, mas duvida que imagem gerada por IA consiga carregar emoção de verdade — e observa que o logo e a tipografia serifada convencem mais que as próprias ilustrações. É uma leitura útil para acompanhar, com o pé no chão, o debate sobre IA generativa no design de marca.

Estude na EscolaCasaContar história com imagem — com ou sem IA — é o foco do Curso de Narrativa Visual ↗.

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🏠 Da EscolaCasa

Teve muito debate sobre IA no design nesta semana — do rebrand do Untold aos robôs da Foster + Partners. E tudo reforça algo simples: a ferramenta muda, o fundamento fica. Cor, tipografia, composição e repertório são o que fazem a sua ideia funcionar, com ou sem IA. É disso que a EscolaCasa cuida.

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EC News · Edição #1 · 28 de agosto de 2026 · Um apanhado semanal da EscolaCasa sobre arte, criatividade, design, comunicação e tecnologia.

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