Há quem diga que a fotografia está em crise. Outros afirmam que ela está mais viva do que nunca. No meio disso tudo, tem quem realmente vive a fotografia no dia a dia — como o professor Alexandre, que além de ensinar na Escola Casa, atua no mercado como fotógrafo profissional.
E é justamente a partir da sua experiência que a gente quer pensar sobre o momento atual da fotografia como profissão. O que ainda faz sentido? O que já mudou completamente? O que é preciso desenvolver para se destacar nesse novo cenário?

Neste artigo, a gente costura três grandes perguntas feitas ao professor Alexandre, que refletem inquietações de quem está tentando entender para onde a fotografia está indo — e o que fazer para continuar acompanhando.
A fotografia está mudando — e isso não é problema
“Fotografia é fotografia. Pra mim, sempre vai ser uma paixão.” É assim que Alexandre começa a responder à pergunta sobre como enxerga sua profissão hoje. Com a fala de quem ama o que faz, ele também é o primeiro a admitir: as coisas mudaram — e vão continuar mudando.
Segundo ele, a fotografia sempre foi, desde o nascimento, uma expressão tecnológica. E como toda tecnologia, está em constante transformação. “Não tem por que ficar dizendo que antes era melhor ou pior. A fotografia é evolução tecnológica, e isso está no seu DNA.”
Para Alexandre, mais importante do que resistir às mudanças é entender o novo cenário: “Algumas áreas vão sofrer mais com isso, mas ao mesmo tempo outras tantas vão surgir. O leque está abrindo.” A fotografia está encontrando espaço em novos formatos, plataformas, propósitos. Talvez não exatamente como era no começo da sua carreira, mas com outros jeitos de existir, comunicar e se reinventar.
E aí vem um ponto importante: o romantismo da profissão precisa vir acompanhado de realidade. “Tem muita gente que acha que é só sair batendo foto e pronto. Mas não é assim que funciona. Hoje, quem trabalha com fotografia precisa saber se autogerir. Marketing, finanças, planejamento… tudo isso faz parte do jogo.”

Técnica, comunicação e repertório: o novo tripé do fotógrafo
A pergunta seguinte é direta: quais os diferenciais de um profissional hoje? A resposta, também.
“Comunicação é tudo. Os fotógrafos que se comunicam melhor, especialmente nas redes sociais, se destacam mais.” Para Alexandre, o profissional que sabe mostrar seu trabalho de forma estratégica tem vantagem, principalmente no começo da carreira. Mesmo que o feed nem sempre seja 100% realista, ele funciona como vitrine, e isso importa.
Mas isso não significa que técnica tenha perdido espaço. Pelo contrário: “A técnica, pra mim, ainda é fundamental.” O professor reconhece que as câmeras hoje são mais automatizadas e facilitam muito o trabalho, mas avisa: quando der algum problema — e vai dar —, é o conhecimento técnico que vai salvar.
Ele ainda reforça um ponto que costuma passar batido: o repertório. Buscar referências, estudar trabalhos do passado, observar movimentos de outras décadas — tudo isso faz parte da formação de quem quer crescer na fotografia. “Vejo muitos ensaios atuais que se inspiram nos anos 70, 80… Conhecer essas referências dá profundidade pro trabalho.”
Faculdade prepara? Prepara… mas não tudo
A última pergunta levanta uma das maiores dúvidas de quem está na formação: um acadêmico recém-formado está pronto para o mercado?
“Nunca está 100% pronto.” A resposta de Alexandre é direta e, ao mesmo tempo, acolhedora. Ele defende a faculdade, sim. Acha importante. Acredita na convivência com colegas e professores, nas trocas e descobertas. Mas também entende que a formação é só o começo da jornada.
“Acho que a ideia da faculdade não é formar alguém 100% pronto, mas dar uma base ampla, um apanhado geral. Depois, cada um vai definindo seu caminho.” Ele mesmo conta que entrou na faculdade pela publicidade, mas acabou se encontrando no audiovisual e, depois, na fotografia.
O mercado muda, os interesses mudam e, acima de tudo, as pessoas mudam. Por isso, é fundamental que o aprendizado também seja contínuo. O que a faculdade oferece é um ponto de partida — e não uma linha de chegada.

O que a gente aprende com tudo isso?
A fotografia como profissão está mudando — e isso é inevitável. Mas isso não significa o fim de nada. Pelo contrário: é o início de novas possibilidades, novas formas de trabalhar, novas demandas e novas combinações entre criatividade, técnica e estratégia.
O que o professor Alexandre mostra, ao longo da sua fala, é que amar o que se faz é importante, mas não suficiente. Quem quer viver de fotografia precisa saber se posicionar, comunicar, entender de negócios, estudar referências e aprender com os erros.
Aqui na Escola Casa, a gente acredita que a formação profissional precisa refletir essa complexidade. Por isso, nosso curso de Fotografia é estruturado para desenvolver tanto a parte técnica quanto criativa, com atividades práticas, feedbacks constantes e espaço para construir repertório — do clássico ao contemporâneo.
Se você está sentindo que é hora de se aprofundar no munda fotografia, a gente está aqui pra ajudar! Dá uma olhada na página do curso, clicando aqui!
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