Imagine três situações diferentes:
Na primeira, você está diante de uma bomba prestes a explodir, como parte de um esquadrão antibombas.
Na segunda, você é um estudante tentando compreender um conteúdo novo.
Na terceira, está no seu primeiro emprego, ainda aprendendo como executar bem a sua função.
Agora reflita: em qual dessas situações o erro não pode, de jeito nenhum, acontecer?
A resposta parece óbvia — mas nem sempre é assim que tratamos o erro na vida real, especialmente quando falamos de educação e processos criativos.
A sociedade que penaliza o erro
Na maior parte do tempo, nossa sociedade enxerga o erro como algo negativo, vergonhoso. Errar na escola é sinônimo de castigo: notas baixas, broncas, constrangimento público. Com o tempo, passamos a associar o erro à falha de caráter, à falta de capacidade, à inaptidão. O medo de errar paralisa, silencia a curiosidade e compromete a confiança.
E isso é grave. Porque o erro é parte fundamental do processo de aprendizagem, principalmente nas áreas criativas. Quem trabalha com arte, design, ilustração, fotografia ou qualquer linguagem visual sabe que o erro não é um acidente — ele é parte do percurso. É errando que testamos novas ideias, descobrimos caminhos inesperados e evoluímos nosso repertório.
Nascemos curiosos, mas nos ensinam a temer o erro
O ser humano nasce sem saber de nada, mas com uma fome enorme de descobrir. Observamos, tocamos, experimentamos e perguntamos o tempo todo: “por que isso?”, “e se eu fizer aquilo?” – É assim que aprendemos.
No entanto, quando esse impulso natural começa a ser reprimido por sistemas que priorizam o acerto e punem qualquer tentativa que saia do script, começamos a nos retrair. Deixamos de arriscar, de experimentar, de explorar. E isso mata o motor interno da aprendizagem.
No design gráfico, na ilustração, no desenho artístico, na pintura, no UX/UI ou em qualquer campo das artes visuais, errar não é só inevitável — é desejável. É na experimentação, nos rascunhos que não funcionam, nas ideias que parecem boas e depois se mostram ruins, que o processo criativo se desenvolve.
Criar é testar hipóteses. É colocar no papel aquilo que está na cabeça e ver se funciona no mundo real. O erro, nesse contexto, não é um fim, ele é um meio, um feedback. E todo feedback é valioso para quem está aprendendo de verdade.
Um ambiente seguro para aprender
O problema é que muitas pessoas chegam ao universo da arte e do design carregando um trauma educacional: têm medo de se expor, de mostrar o que criaram, de errar diante dos colegas. Isso acontece porque durante muito tempo errar foi motivo de vergonha.
Por isso, mais do que ensinar técnicas, uma boa escola precisa criar um ambiente seguro para aprender. Um lugar onde o erro é acolhido, analisado e transformado em aprendizado. Onde cada pessoa possa desenvolver sua voz criativa com leveza, liberdade e apoio.
É exatamente isso que a gente faz aqui!
Na Casa, a gente acredita que aprender deve ser um processo prazeroso, divertido e seguro. Por isso, criamos um ambiente onde cada residente, pode explorar o seu próprio jeito de aprender, no seu ritmo e com seus objetivos.



Aqui, o erro não é penalizado. Pelo contrário: ele é celebrado como um passo necessário do percurso criativo. Os professores não estão aqui para julgar, mas para orientar, inspirar e ajudar você a transformar cada tentativa em aprendizado.
Errar pode até parecer um desvio de rota — mas, na verdade, é o caminho certo quando se quer aprender algo novo. Quando você muda a relação que tem com o erro, você também muda a forma como aprende. A vergonha dá lugar à curiosidade. O medo vira ação. A rigidez vira fluidez.
Na arte e no design, isso é ouro. Quanto mais liberdade você tiver para errar, mais longe vai conseguir ir com suas ideias.
E pra entender como transformar os seus erros em aprendizado, na prática, dá uma passada na página do Design 360, clicando aqui!
E no nosso canal do YouTube tem um vídeo que aprofunda mais esse conceito, vem ver!
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