demitir um cliente

Como demitir um cliente

Construir uma carteira de clientes é um processo não tão simples e, por esse motivo, parece uma ideia bem estranha “demitir” um cliente, né? Mas não é… 

Em algumas situações, acaba sendo melhor eliminar um cliente do que mantê-lo e acabar perdendo bons colaboradores ou parceiros de trabalhos, gastando energia à toa, perdendo tempo ou até mesmo perdendo dinheiro.

Nesse artigo, a gente vai te ajudar a como demitir um cliente ruim da melhor forma possível. Mas, antes disso, vamos ver como saber se o “prazo de validade” do cliente já venceu? 

 

Quando demitir um cliente:

 

Quando o lado financeiro não vale mais a pena.

Esse ponto nem sempre é motivo de demissão quando vem sozinho. Mas, unido a outros problemas, um cliente deixa de ser interessante para um profissional freelancer ou empresa quando os trabalhos prestados rendem valores baixos demais, assinam contratos de prazos curtos, apresentam uma margem de lucro muito baixa ocupando muito tempo de trabalho, ou não reajustam os valores com o passar do tempo. 

 

Quando é inadimplente.

Não há nada mais desmotivador do que prestar um bom trabalho e não receber pelo feito. Assim como seus clientes, você também tem seus boletos chegando todo mês e precisa arcar com suas despesas. Não poder contar com aquilo que você tem programado, faz com que a roda financeira não se movimente da maneira correta, o que pode acabar trazendo problemas para você e seu negócio. 

Se o cliente aparece mais vezes na lista de inadimplência do que na de pagadores, já é um bom motivo para demiti-lo. Afinal, ele está ocupando o lugar de outros possíveis clientes que possam pagar pelo seu trabalho. Além disso, por mais que seja apenas um atraso, pode fazer diferença no fim das contas (literalmente).

 

Quando falta com respeito.

Se desrespeitou você ou algum colaborador seu, também é motivo para demissão. O respeito deve ser praticado acima de qualquer coisa, em qualquer relação. Inclusive a profissional. Se um cliente falta com respeito às pessoas, muito provavelmente não terá empatia para lidar com outras situações complexas que possam aparecer durante o período da parceria. 

Além do respeito às pessoas, também é necessário que os processos sejam respeitados. Todos os clientes, em algum momento, vão passar por algum período de urgência e isso faz parte da rotina profissional. Porém, um cliente que lida sempre com suas demandas em tom de urgência, exige sua atenção prioritária ou atropela processos, falta com respeito ao seu trabalho.

 

Quando quer controlar tudo.

Se você foi contratado para executar alguma atividade, é porque o cliente confiou no seu conhecimento sobre essa atividade. E é extremamente frustrante para o profissional que nunca tem suas recomendações aceitas. Há sempre muitos pedidos de alteração, de refação, de: – “entendi o que você quis dizer mas eu quero que seja feito do meu jeito.”

 

Quando quer uma brechinha.

Outro comportamento que merece demissão, é aquele em que o cliente passa a não cumprir mais o acordado em contrato e quer sempre uma condição diferente. Uma campanha a mais, uma arte que não estava prevista, um pedido de alguma função extra que geralmente nem chega como um pedido, mas como uma ordem. Respeitar as demandas também é fundamental para um bom relacionamento entre prestador de serviço e cliente.

 

Mas como demitir esse tipo de cliente?

Se você já analisou os fatos e chegou a essa decisão com segurança, então é hora de executar. E o primordial aqui, é ser honesto. A empatia ajuda muito a entender essa relação. Então se coloque no lugar oposto. Imagine que você tem o trabalho que sempre quis, na empresa que sempre quis, que achava estar indo tudo muito bem até que você recebe a carta de demissão. Se isso acontecesse, você gostaria de entender os motivos pelos quais essa decisão foi tomada, certo?

Então busque ser claro e verdadeiro. Explique os motivos, fale que sua forma de relacionamento profissional é diferente. Se possível, agende uma reunião para esse momento, para que isso possa ser dito de forma “falada”. A escrita abre margem para interpretações dúbias que podem acabar prejudicando ainda mais essa relação. 

Ofereça soluções também. Ninguém gosta de ser deixado na mão. Dê ao cliente ao menos 30 dias para que ele possa “recalcular a rota”, e reorganizar o processo. Inclusive, essa é uma cláusula comum de se encontrar em contratos de prestação de serviços. Há um espaço que descreve como cada uma das partes deve agir em caso do encerramento do contrato feito pelo contratante ou contratado. Uma dica, é comunicar o aviso de desligamento com 30 dias de antecedência, tanto para o contratante encerrar com o contratado, ou o contrário também. Assim, ambos podem se preparar com relação à novas contratações e/ou pagamentos. 

Falando em contrato, se você quer saber como criar um contrato de trabalho ou ainda baixar um modelo grátis para utilizar com seus clientes, é só clicar aqui e ler nosso artigo sobre o tema 😉

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Outra forma interessante, é indicar outro profissional ou empresa para dar continuidade no trabalho que você vinha fazendo. 

Esses são pequenos cuidados que encerram o ciclo de maneira amigável e profissional.

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Flw, vlw 🤙

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