Personificação de marca

Uma marca vai muito além de logo, naming e identidade visual. O comportamento do consumidor não quer mais só o produto ou serviço oferecido pelas marcas, mas quer também relacionamento. Quer se sentir representado, se identificar, enxergar valores. Saiba sobre a Personificação de marca.

A criação de mascotes, quando desenvolvida de acordo com as nuances da marca, pode trazer essa função e se aproximar ainda mais do público. 

Mas…

De onde vem os “Mascotes”?

Do francês “mascotte”, o termo significa “amuleto da sorte”. E, historicamente falando, os mascotes eram realmente símbolos de sorte. Por este motivo se tornaram populares em jogos e também em estratégias de marketing. 

Porém, com o passar do tempo, essa característica de sorte foi dando lugar a outras teorias, como por exemplo, a de que nosso cérebro consegue memorizar imagens com mais rapidez do que textos. 

Através da utilização de um mascote, muitas vezes já é possível reconhecer cor, voz e personalidade de uma marca com muito mais facilidade. E esse não é o único benefício de personificar uma marca não… 

As pessoas buscam conexões. E com os consumidores, não é diferente. O público deseja se conectar com as marcas que consome. E marcas que trazem características de humanização, saem na frente. E isso não é assunto de “agora” não. Quer ver só? Então vamos voltar um pouquinho no tempo…

1898 – Boneco Michelin

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Desenvolvido a partir de pneus, o Boneco Michelin virou um símbolo da marca reconhecido até hoje. Não à toa, esse foi reconhecido como o logotipo do século XX por revistas, agências e jornalistas.

1967 – Ronald McDonald

Por que o McDonald's não usa mais o Ronald McDonald? - Quora.Personificação de marca

Em 1963 já era possível encontrar o Ronald McDonald nos restaurantes McDonald’s, nos EUA. Mas foi a partir de 67 que virou realmente um símbolo da marca. Em 79, Ronald já estava chegando também no Brasil, no primeiro restaurante da rede em solo brasileiro, no Rio de Janeiro.

1986 – Chester Cheetah

Funko lança POP! do Chester Cheetah, mascote da Cheetos. Personificação de marca

Um guepardo que fazia qualquer coisa para comer um Cheetos. O personagem ganhou tanta força que, nos anos 90, inspirou até jogos de videogame, popularizando ainda mais o produto. 

E nos anos de hoje?

Com consumidores querendo cada vez mais marcas imersas na humanização, sobrou até para os mascotes 😛

O público já não se interessa por marcas que utilizam robôs para se comunicar. Quanto mais pessoal for agora, melhor. E então, as marcas começaram a criar personagens mais humanizados. A lista de referências é incrível, olha só:

Lu, do Magalu

Lu do Magalu – Wikipédia, a enciclopédia livre

Criada em 2003 pelo Frederico Trajano, atual CEO da Magalu, teve como objetivo trazer na época a Tia Luiza, uma personagem 2D, com intuito de trazer para o e-commerce um atendimento mais proximo ao cliente assim como possuiam dentro das lojas físicas. Com os anos ela foi crescendo, hoje ela é a Lu uma personagem 3D, se tornando a cara da marca.

Evolução da Lu

Personificação de marca

CB, das Casas Bahia

Personificação de marca

Assim como o antigo personagem, o antigo nome – Baianinho – também ficou para trás. O Baianinho foi criado em 1960, para representação do nordeste ao sul do Brasil. O personagem foi repaginado em 2021, passando a se chamar CB ficando mais descolado, ganhando voz e recebendo uma versão 3D.

Evolução do CB

Mascote da Casas Bahia passa por redesign e agora é adolescente • Designerd

Elô, da Cielo

Personificação de marca

A Elô foi criada para ouvir clientes e simplificar a comunicação da Cielo,”Nasceu em uma família simples, da cidade de São Paulo e trabalha desde cedo para alcançar seus sonhos. É formada em administração de empresas e pós-graduada em design de UX.” Ela está a frente dos canais digitais da marca, respondendo dúvidas e sugestões. 

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Mara, da Amaro

Personificação de marca

A Mara nasceu para dar vida a lookbooks durante a fase de isolamento social da pandemia. A campanha inicial foi criada em 4 dias antes mesmo da “tendência virtual” da quarentena. Foi uma estratégia pensando em diblar a suspensão de foto presencial devido a pandemia. “A  modelo virtual foi projetada para atender às demandas da equipe de marketing e produtos para a criação das campanhas e lookbook em tempos de isolamento social. Mas a segunda etapa é inevitavelmente a de uma personagem virtual que vai se comunicar com o público em todas as nossas plataformas”, explica Luciana Cardoso, diretora de criação da AMARO. 

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Nat, da Natura

Conheça a Nat, a assistente virtual da Natura. Personificação de marca

“Lançada em 2016 apenas dentro do Facebook, até então o bot mostrava opções de presentes para os consumidores comprarem online”. Segundo a empresa, a Nat surgiu para humanizar o atendimento digital feito por bots. Atualmente, cerca de 75% dos contatos feitos pelos canais digitais da empresa, a Nat consegue resolver e estar disponível 24h por dia. 

Saiba mais

Legal, mas e como criar um mascote?

O desenvolvimento de um mascote não depende somente do trabalho criativo colocado no papel. Há também algumas características que são essenciais e devem ser levadas em consideração na hora de criação:

– Ser memorável

– Reconhecido com facilidade

– Original

– Flexível para adaptações necessárias

– Manter a aparência principal em diferentes tamanhos, formatos e resoluções

– Ser fácil de aplicar

Tendo tudo isso em mente, aí sim, chega a hora de colocar os traços no papel e desenvolver graficamente o personagem/mascote 🤙

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